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    Após 19 anos Fluminense quebra jejum e ganha a Taça Guanabara
    Foto: Gazeta Esportiva

    O Fluminense teve momentos preocupantes na fase de classificação da Taça Guanabara, com derrotas para Boavista e Vasco, além de um empate contra o Duque de Caxias. Conseguiu a vaga na semifinal no sufoco. Mas cresceu na hora da decisão e, após eliminar o Botafogo nos pênaltis, faturou o título do primeiro turno do Campeonato Carioca com a vitória deste domingo por 3 a 1 na revanche diante dos vascaínos, no Estádio Engenhão.

    A conquista encerra com um jejum de quase duas décadas e já garante a presença do Tricolor na final do Estadual. O Fluminense não vencia a Taça Guanabara desde 1993 – neste período, obteve o vice-campeonato em quatro oportunidades. Foi o novo título do clube das Laranjeiras no primeiro turno do Campeonato Carioca.

    Enquanto isso, o Vasco soma a 12ª derrota em finais da Taça Guanabara. Aliás, a equipe de São Januário amarga o maior jejum entre os grandes na competição – não vence desde 2003.

    No clássico, Fred mostrou o poder de decisão ao marcar duas vezes. No lance inusitado da partida, Deco marcou um gol que surpreendeu o goleiro Fernando Prass. Eduardo Costa diminuiu para o Vasco.

    O segundo turno do Campeonato Carioca, a Taça Rio, será iniciado no meio da semana. Na quarta-feira à tarde, o Fluminense enfrenta o Resende, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. No dia seguinte, a partir das 19h30, o Vasco desafia o Bonsucesso, em São Januário.

    O Jogo – O Fluminense começou a decisão da Taça Guanabara preocupado em explorar a velocidade do ataque. No primeiro minuto da partida, Wellington Nem foi lançado nas costas da zaga e chutou cruzado, assustando o goleiro Fernando Prass.

    O Vasco melhorou a partir do momento em que os meio-campistas começaram a trabalhar. Aos 13 minutos, a bola parada de Juninho Pernambucano quase resultado na abertura do placar. A cabeçada de Nilton deixou Diego Cavalieri paralisado, mas foi pela linha de fundo.

    A resposta do Fluminense veio de forma meteórica. Aos 15 minutos, a equipe das Laranjeiras trocou passes até encontrar uma brecha. O chute de Thiago Neves chegou cheio de efeito e proporcionou muitas dificuldades a Fernando Prass.

    Após a parada técnica, as equipes tiveram pouco mais de dez minutos de maior cautela. A movimentação do clássico voltou quando Diego Souza carimbou a trave de Diego Cavalieri em chute de perna esquerda. Só que o bom momento vascaíno parou por aí.

    A resposta do Fluminense foi mais objetiva. Aos 36 minutos, o árbitro Marcelo de Lima Henrique interpretou que Fagner derrubou Wellington Nem dentro da área. Tranquilo, Fred converteu a cobrança.

    A situação do Vasco ficou pior com a falha de uma de suas estrelas. Preocupado com um possível cruzamento no segundo pau, Fernando Prass se atrapalhou com um chute de longe de Deco e permitiu o segundo gol. A diferença só não ficou maior porque, no minuto seguinte, Thiago Neves perdeu uma chance incrível.

    Para o segundo tempo, a única alteração veio no Fluminense. Com dores na coxa, Carlinhos cedeu lugar a Carleto. Mesmo desorganizado, o Vasco partiu para o ataque e tentou abafar o adversário.

    O dia do Fluminense era, porém, iluminado. Na primeira investida da etapa complementar saiu o terceiro gol do Tricolor. Fred foi lançado nas costas de Rodolfo e chutou rasteiro, firme, no canto esquerdo de Fernando Prass.

    Sem sucesso nos minutos seguintes para diminuir o marcador, o Vasco partiu para o desespero com as entradas de Felipe e Kim. No fim, descontou com o gol de cabeça de Eduardo Costa e assustou com outras oportunidades claras. Mas não foi o suficiente para estragar a festa do título do Fluminense.

    Fonte: superesportes.com.br

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